87% dos executivos já sabem. O seu evento, ainda não.
Quase 9 em cada 10 executivos do setor industrial já decidiram: inteligência artificial é vantagem competitiva, não experimento. Esse é o dado central do Global Tech Report 2026, p…
Por Nádia - Orya · · 5 min de leitura
Quase 9 em cada 10 executivos do setor industrial já decidiram: inteligência artificial é vantagem competitiva, não experimento.
Esse é o dado central do Global Tech Report 2026, pesquisa da KPMG realizada com 258 líderes empresariais em diferentes países. O número é expressivo — mas o que ele revela sobre o mercado de eventos corporativos vai além da estatística.
Quando uma empresa inteira decide que IA é prioridade estratégica, o evento corporativo vira o primeiro lugar onde essa decisão precisa aparecer. E a maioria das empresas ainda está levando seu C-level para auditórios onde a tecnologia no palco é um projetor e um microfone sem fio.

O que a pesquisa da KPMG realmente diz O relatório ouviu 258 executivos do setor de mercados industriais, incluindo 20 participantes brasileiros. Os números constroem um retrato bem definido:
87% acreditam que tecnologias avançadas — IA em especial — serão responsáveis pelas vantagens competitivas nos próximos anos
80% avaliam que a inteligência artificial tem potencial de ampliar o valor gerado pelos investimentos da empresa
68% esperam escalar projetos de IA nos próximos 12 meses
87% consideram a colaboração multidisciplinar essencial para estruturar iniciativas de IA
Mas há uma contradição no meio desses números que merece atenção: 59% dos executivos afirmam que os KPIs tradicionais não são suficientes para medir os resultados obtidos com IA. Ou seja: as empresas estão investindo pesado em inteligência artificial — mas ainda não sabem, com precisão, o que estão colhendo. Esse gap entre investimento e mensuração é exatamente onde eventos corporativos desperdiçam mais valor.
O problema que o palco ainda não resolveu Imagine o cenário mais comum no mercado de eventos corporativos hoje: um palestrante de alto nível, contratado a preço de mercado, sobe no palco para apresentar uma estratégia de transformação digital para 300 executivos. A apresentação dura 50 minutos. Ao final, o organizador sabe quantas pessoas estavam na sala. Não sabe:
Em qual momento o público desengajou Quais trechos geraram maior reação Se a mensagem central foi absorvida Se o formato funcionou para o perfil específico daquela audiência O que poderia ser diferente na próxima edição
A empresa investiu em IA para melhorar processos de produção, atendimento e análise de mercado. Mas o evento — o momento em que a liderança se comunica com sua audiência mais qualificada — continua sem nenhuma camada de inteligência.
Quando IA entra no evento, o palco vira dado
A pesquisa da KPMG aponta que 76% dos executivos identificam dados não confiáveis como o principal risco associado à inteligência artificial. A lógica é direta: IA boa depende de dados bons.
Eventos corporativos são, potencialmente, uma das fontes mais ricas de dados comportamentais que uma empresa pode ter — e estão sendo desperdiçados em tempo real. Plataformas de inteligência para eventos como a Orya mudam essa equação ao capturar, em tempo real, o comportamento da audiência durante palestras e apresentações. O resultado não é uma planilha de presença. É um relatório de engajamento por trecho, por palestrante, por tema — dados que alimentam tanto a melhoria de conteúdo quanto a tomada de decisão estratégica sobre a agenda do próximo evento.
Para o palestrante, isso significa feedback real sobre o que funcionou. Para o organizador, significa métricas que vão muito além da satisfação pós-evento. Para a empresa, significa que o investimento no evento passa a ser mensurável — exatamente o que os executivos da pesquisa KPMG dizem que estão buscando.
O executivo que não mede, chuta Um dos achados mais relevantes do relatório é que 70% dos executivos defendem um modelo centralizado de implementação de IA, liderado pela área de tecnologia. O que isso sinaliza é a maturidade crescente das empresas em relação à governança de inteligência artificial — não como ferramenta isolada, mas como infraestrutura. Eventos corporativos que ainda operam sem dados de audiência estão fora dessa infraestrutura. São pontos cegos na estratégia de comunicação interna e externa das empresas. A transição não é complexa. É uma decisão de prioridade.
O que muda quando o evento tem inteligência
Quando uma plataforma como a Orya integra análise de engajamento, tradução simultânea com IA e transcrição em tempo real a um evento, três coisas acontecem:
- O palestrante deixa de falar no escuro. Dados de sentimento e engajamento da audiência chegam em formato estratégico — permitindo que o mesmo conteúdo seja refinado para o próximo evento com base em evidências, não em percepção.
- O organizador passa a ter métricas reais. Não apenas "quantas pessoas assistiram", mas quais momentos geraram pico de atenção, onde houve queda de engajamento e como diferentes formatos de apresentação performam com o mesmo público.
- O evento deixa de ser um custo e passa a ser um ativo. A transcrição indexada, os dados de audiência e o relatório pós-evento são insumos que continuam gerando valor muito depois que as luzes do auditório se apagam.
A pesquisa da KPMG documenta uma convicção que já está consolidada entre os executivos mais competitivos do mercado: quem não implementa IA agora está construindo desvantagem competitiva para os próximos anos. O mercado de eventos corporativos tem uma janela de tempo para entrar nessa curva — ou continuar sendo o único ponto da estratégia empresarial onde dados de performance simplesmente não existem.
Quem sobe no palco sem inteligência, fala no escuro. Quem organiza eventos sem dados, repete os mesmos erros com orçamento novo.

Fonte consultada: Global Tech Report 2026: Industrial Manufacturing, KPMG (258 executivos, publicado em maio de 2026)
Tags: produtores, executivos